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Adote!


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Vantagens de adotar um cão adulto!


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Cachorro na Lixeira?

Campanha contra o abandono de cães.
Genial!!! 



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Para a maioria dos terráqueos, o inferno é aqui mesmo!


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Resposta às comparações feitas por colunista sobre a diferença entre os cuidados com animais e humanos.

Matéria retirada do Blog do Adelí Sell

Recebi inúmeros e-mails e recados indignados desde a última sexta-feira, por isso tomo a liberdade de utilizar uma das manifestações para representar além da minha, a opinião de um grupo de protetores que luta por um tema humanista.

Me refiro à coluna do jornalista David Coimbra - publicada pelo jornal Zero Hora na última sexta-feira, na qual ele pergunta ao governador Tarso Genro, se ele não tinha vergonha da situação do Presídio Central. A coluna repercutiu negativamente também entre as protetoras de animais, que ficaram estarrecidas com as comparações feitas pelo colunista.

Ao externar sua indignação com a situação dos detentos do presídio gaúcho, o colunista de ZH criticou, entre outras coisas, os defensores dos animais. Ferrenho defensor da causa, me solidarizo ao grupo e reproduzo abaixo fragmentos da carta enviada ao colunista, com cópia para o nosso e-mail, pela leitora Lia Carvalho.

No documento, Lia admite ser leitora assídua do colunista. Afirma, no entanto, “estar quase que totalmente em desconformidade com teu pensamento”. E ela enumera os motivos.

 “Em primeiro lugar David, apesar de não ter votado no Sr.Tarso Genro, não vejo motivos para que somente dele seja cobrado pelo estado em que se encontra o Presídio Central de Porto Alegre. O local onde estão os apenados não ficou como está num curto espaço de tempo. Foi se deteriorando ao longo dos anos e não foram feitos os reparos precisos para que não chegasse neste ponto que concordo contigo é deprimente e vexatório. Ou seja, os governantes anteriores também nada fizeram. Quanto a me incluíres como cidadã portoalegense, nos responsáveis pelos cuidados que os apenados merecem eu te peço: ME EXCLUA FORA DESSA!”.

Ela prossegue explicando que sua parte já está sendo feita através dos impostos que paga e que se estas pessoas lá estão, é porque alguma coisa de ilícita fizeram para que fossem punidas. “Quem sabe estuprou um vulnerável, assassinou um idoso pra lhe roubar a aposentadoria, matou um estudante que lutou por sua mochila, ou  alguém que quis  defender o meio de transporte que usava pra ganhar o seu sustento e que ainda estava pagando”.

Segundo a leitora, os motivos são tantos que escreveríamos páginas e páginas para listarmos porque cada um dos presidiários foi condenado e está a viver "numa masmorra" como o próprio jornalista chama o Presídio Central.

A leitora discorre sobre o assunto com maestria, até chegar no ponto de parâmetro da coluna – sobre porque as pessoas se importam tanto com o viralata Alemão, morador de rua da cidade de Pelotas, que recebeu uma média de 30 visitas por dia, além de se alimentar com hamburguers de filé.



“Eu te respondo David, porque na minha modesta opinião o Alemão não cometeu nenhum dos delitos acima mencionados, porque o Alemão não enlutou nenhuma família, porque o Alemão não roubou um bem material indispensável para alguém, porque o Alemão não estuprou nenhum vulnerável....só pra falar um pouquinho sobre o porque o Alemão recebe tantos benefícios e tem 5 mil amigos no facebook.


E pra terminar David, eu te deixo uma sugestão - porque não lanças uma idéia semelhante aos protetores de animais que batalham por adotantes para animais de rua e abandonados? É tão simples prezado jornalista: a pessoa vai até o presídio, escolhe um dos apenados, leva direto para uma clínica (temos excelentes clínicas particulares em Porto), faz o apenado passar por uma revisão médica, depois o leva para um "banho de beleza" para que fique com boa aparência, leva o apenado para casa ou então procura uma casa de passagem (tem várias aqui em Porto também - pagas ou gratuitas - a pessoa escolhe), tira uma bela foto do apenado e lança nas redes sociais em busca de pessoas que o ressocializem ou quem sabe o adotem para ser um novo membro da família. Só que têm que ser deixado claro o delito que ele cometeu e seu temperamento!


Se quem está com pena dos presidiários copiarem a quem defende, luta, tira os animais das ruas e das mãos dos cruéis, esteja ciente que estará começando a trilhar um longo caminho, que também é responsabilidade de nossos governantes. Mas de um em um, será iniciado o salvamento dos apenados condenados à masmorra! E com a reabilitação eles não estarão mais nas ruas cometendo novos delitos. E veja que para os apenados será excluída a castração, que para os animais que são recolhidos nas ruas é a primeira providência a ser tomada tão logo seja verificado seu estado de saúde”.


Adeli Sell

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Denuncie mals tratos!


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Chocolate pode ser muito perigoso para nossos amiguinhos de patas!

A páscoa está chegando e com ela o perigo de se oferecer chocolate aos cães e gatos. A desculpa dos donos para oferecer o doce aos bichinhos é que estamos na páscoa e que um pedacinho não vai fazer mal ao totó.

Mas, segundo o médico veterinário José Roberto July, este é um pensamento errado que pode causar reações muito graves e levar o seu animalzinho ao coma. Ele explica que o chocolate possui um grupo de substâncias conhecidas como metilxantinas, que não são digeridas pelos cães e gatos, e podem desencadear alergias no animal.

“As reações vão desde diarréias, vômitos e hiperatividade. Passadas algumas horas, com o aumento da absorção da teobromina (a principal substância alérgica presente no chocolate) o animal terá aumento dos batimentos cardíacos podendo ocasionar arritmias, tremores musculares, aumento da produção de urina, hiper excitação, espasmos, até a perda da consciência”, afirma July. Ele conta, também, que algumas reações podem demorar muitas horas para aparecer e o proprietário pode não relacionar os sintomas com a ingestão de chocolate dois dias antes.

O veterinário chama a atenção também para o fato de que os outros doces não possuem a teobromina, mas oferecer estes alimentos aos animais pode contribuir para o aparecimento ou agravamento das diabetes e colesterol.

A quantidade de chocolate necessária para causar algum dano ao seu pet pode variar de acordo com o tamanho de seu totó ou gatinho. De acordo com Dr. July, o chocolate meio-amargo contém seis vezes mais quantidade de teobromina do que o chocolate ao leite, e o chocolate branco contém menos quantidade dessa substância. “Por exemplo, um animal com peso de 30 kg deverá comer mais de 2 kg de chocolate ao leite e cerca de 200 g de chocolate amargo para produzir intoxicação, e para um animal de 2 kg, 100 g de chocolate ao leite ou 10 g de chocolate amargo será suficiente. O chocolate branco, pela baixa concentração de teobromina, produz sintomas mais brandos, mas permaneça atento para qualquer mudança de comportamento”, orienta Dr. July.

Uma alternativa ao chocolate convencional é dar aos pets o chocolate apropriado a eles, porém o veterinário diz que devemos confiar desconfiando destes doces, já que não se sabe como as indústrias retiram a substância alérgica do alimento.

July também justifica o alerta afirmando que os cães não sentem o gosto do chocolate como nós, já que seu paladar é formado mais pelo cheiro e textura do que pelo gosto propriamente dito.

Para aquelas pessoas que têm dó de deixar o bichinho apenas olhando enquanto o dono se alimenta, o veterinário deixa seu recado: “O melhor é o proprietário exercer a liderança do bando; quando o líder se alimenta os outros animais são proibidos de olhar para ele. Ninguém encara o líder na hora da alimentação e cada um espera a sua vez de comer. Ignorar o olhar e o comportamento insistente do animal é exercer a liderança. Então após se alimentar de chocolate o proprietário poderá oferecer um alimento adequado ao seu pet. Primeiro você educa e depois você ama”, completa.

Fonte: PetMag

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Uma feliz Páscoa para os coelhos!!!

Muita gente não sabe, mas a Páscoa representa um grande pesadelo para muitas entidades de ajuda aos animais, devido à maciça venda de coelhos como presente e seu posterior abandono. Levados pelo impulso, muitos pais acabam comprando coelhos para seus filhos, sem conhecer a natureza destes animais. Portanto, antes de optar por comprar ou mesmo adotar um coelho, existem algumas coisas que você deve saber:

• Coelhos vivem entre oito e dez anos, o que torna a adoção um compromisso de longo prazo. Eles exigem cuidados veterinários regulares, muitas vezes, de especialistas, que podem custar caro.

• Crianças, muitas vezes, querem um coelho para pegar no colo e fazer carinho. Porém, por natureza, a última coisa que um coelho quer é ser apanhado. Coelhos são animais de presas e apanhá-los ou segurá-los no colo, pode lhes dar a sensação de terem sido capturados por um predador. Por isso, eles podem morder e arranhar fortemente na tentativa de se soltar, ferindo crianças e adultos desavisados.

• As costas de um coelho são muito frágeis e uma pequena queda pode lhe causar sérios ferimentos. Por isso, coelhos não são aconselhados para crianças menores de oito ou nove anos.

• Coelhos gostam de roer coisas. Cabos e fios espalhados pela casa serão certamente alvo de seus dentes, podendo trazer prejuízos financeiros, além do risco de morte dos mesmos pela eletricidade.

• Coelhos não vivem bem isolados de outros coelhos. Tornam-se tristes e deprimidos. O ideal para uma família que resolva criar um, é dar lhe um companheiro e bastante espaço.

• A reprodução de um coelho é muito rápida. Sua puberdade ocorre aos 120 dias de vida e sua gestação tem duração de apenas 28 dias. Em uma única ninhada, nascem de 7 a 12 filhotes e a fêmea volta a entrar no cio 14 dias após o parto.

• Como todo animal, o coelho precisa de comida e água, mas feno é importante para eles também.

• Coelhos, como pessoas, não gostam de gaiolas e ficam deprimidos quando são obrigados a viver em uma.

Por tudo isso, pense muito bem antes de comprar um coelho para seus filhos ou para si. Lembre-se que você estará assumindo a responsabilidade por uma vida, que sempre será dependente de você.

Compartilhe esta informação e ajude a salvar milhares de coelhos.

O Clube dos Vira-Latas agradece.
 
 

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Temporada Fora


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Ele morde???


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Ataque (de risos)!!! :D


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"Segredos do Pedigree" - Animal Planet

          Documentário do Animal Planet, dividido em 7 partes, mostra "Segredos do Pedigree". Recomendo a todos que, antes de comprar um cão de raça, vejam estes vídeos ou pesquisem sobre "fábrica de filhotes". Sei que um filhotinho na vitrine de uma Pet Shop é algo irresistível, mas não custa nada saber o que está por trás disso.
          A manipulação genética de cães é antinatural e uma crueldade sem sentido. Todos sabemos que a mistura de raças torna os indivíduos de qualquer espécie mais fortes e saudáveis.
Os chamados "vira-latas" ou SRD são a evolução natural das raças, por isso vivem mais, têm menos problemas de saúde e se adaptam melhor ao ambiente. 




Não compre animais, ADOTE!!!

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Cães de laboratório veem a luz do sol pela primeira vez.


Usados para testes laboratoriais de cosméticos, 72 cães viveram toda a sua vida fechados numa jaula. Agora, com a falência da empresa, foram libertados e viram a luz do sol pela primeira vez.

A empresa espanhola, tal como muitas outras, usava os animais para se certificar que os seus produtos podiam ser comercializados. Tratados como meros objetos, os cães de raça beagle eram mantidos em jaulas individuais e identificados por números, tatuados na sua pele.

A falência súbita da empresa permitiu a uma sociedade de proteção dos animais resgata-los.

“Eles viviam em jaulas individuais, em grupos de 10 por cada sala sem nunca interagirem uns com os outros”, revela Gary Smith, o porta-voz do grupo de resgate.

O seu primeiro momento de liberdade foi registado em vídeo. Os cães, visivelmente receosos, estranham até a grama. O emocionante momento serviu também para garantir um lar aos animais, que serão entregues para adoção.

“Os beagles são cães de companhia muito dóceis. Mas esse é também o motivo pelo qual são ideais para os testes de laboratório”, explica Smith.




Fonte: sabado.pt 

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PITBULL - Perigoso é o nosso preconceito!


Peço desculpas...
Por não ser o labrador ou pastor alemão que toda a gente quer para seu amigo.
Por ser considerado um cão de raça potencialmente perigosa que todos têm medo.
Pelos humanos que treinam meus irmãos para lutas com outros cães ou mesmo para atacar pessoas.
E, por muitas outras coisas...
Eu peço desculpas então por ter nascido um PITBULL.

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Vídeo animado sobre adoção de cães

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Por que adotar um animal já adulto?




Enquanto cães e gatos filhotes são doados facilmente, os animais adultos costumam encalhar em instituições de proteção animal ou em hotéis pagos por protetores independentes. Nós já sabemos que os bebês são fofos e irresistíveis, mas também existem inúmeros motivos para optar por um bichinho já maduro.

Se você está pensando em levar para casa um novo membro da família, que tal aprender um pouco mais sobre o comportamento deles e saber qual o perfil ideal para você? Conversamos com especialistas no assunto e com pessoas que adotaram cães e gatos adultos para saber todos os benefícios de levar para casa um animal que também deve ter chance de um lar feliz. Confira!

 12 razões para adotar um animal adulto

1.
Os animais adultos já têm uma personalidade definida e dificilmente eles mudam de comportamento sem nenhuma razão. Por isso você já sabe se ele é calmo, brincalhão, se convive bem com crianças, se é medroso, entre outras características. No caso dos filhotes tudo é uma surpresa. Você não sabe como ele será quando amadurecer.

2. Principalmente no caso dos vira-latas você já sabe o tamanho que ele vai ficar, pois não irá mais crescer quando adulto.

3. O animal adulto dá menos trabalho com relação a comportamento, como, por exemplo, xixi fora do lugar. Quando eles amadurecem começam a sentir nojo e, por isso, são mais limpos que os filhotes.

4. Os adultos não têm necessidade e nem tendência para destruir objetos da casa ou comer o sapato do dono como os filhotes.

5. O cão aprende com qualquer idade, então mesmo que ele seja adulto e tenha algum problema comportamental é possível sim resolver a questão com treinamento.

6. Outro benefício em adotar um animal adulto é poder escolher um companheiro de acordo com o perfil do dono. Assim como os seres humanos, os animais também têm suas qualidades e seus defeitos, então você pode escolher o animal ideal para você, com seus problemas ou com seus atributos.

7. Enquanto os filhotes querem correr, escalar, desvendar a nova casa, os animais adultos preferem passar seu tempo com o dono e com a família. Se você não tem paciência para as estripulias de um bebê o ideal é um cão ou gato já maduro.

8. Animais adultos, principalmente os que foram resgatados das ruas e de maus tratos, costumam ser muito gratos aos donos. De alguma maneira eles sabem que agora estão em segurança. São verdadeiros companheiros, obedientes e parecem sempre olhar os donos com gratidão. Até animais mais bravos, quando chegam nos novos lares, passado o tempo da desconfiança, viram gatinhos calmos, que veneram seus donos.

9. Os gastos com um adulto são menores. Enquanto os filhotes precisam de reforços de vacina os adultos precisam apenas de uma dose anual. Além disso, geralmente eles já estão castrados e vermifugados, o que reduz ainda mais os gastos.

10. As pessoas dão preferência a adotar os filhotes. Assim, os velhinhos ficam encalhados em abrigos para animais. Se você gosta mesmo de cães e gatos só essa já seria uma boa razão para adotar um bichinho adulto.

11. Animais adultos se adaptam facilmente à nova família.

12. Cães e gatos adultos são mais independentes e, por isso, requerem menos atenção e cuidados do que um filhote. Se quer liberdade total opte por um animal maduro.



 

Fontes consultadas:Patrícia Patatula, adestradora e consultora comportamental do Cão Cidadão
Susan Yamamoto e Juliana Bussab, da ONG Adote um Gatinho
Carolina Carnicelli, empresária que adotou dois cães adultos, a Gilda e a Polaina
Marina Antzuk, administradora da ONG Clube dos Vira-Latas
Renata, mãe de duas crianças e do gato (recém-adotado) Sansão, de 8 anos
Fonte: Bicharada

http://www.cachorroideal.com/2011/11/adote-um-animal-adulto.html

Adote:www.garranimal.com.br
www.suipa.org.br



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Prioridade, cada um tem a sua!

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Procure o Centro de Zoonoses da sua cidade!



O fim do ano está chegando, que tal adotar um novo amigo?
Vá ao Centro de Zoonoses (CCZ) da sua cidade e resgate uma vida.

Aqui no Rio, podemos ir no endereço:
Largo do Bodegão, 150 - Santa Cruz 
Tel: 3395-1595 / 3395-2190

Só não podemos esquecer daquelas regrinhas sobre adoção responsável, tá? ;)

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Vivissecção: um mal necessário?


            Por vivissecção entendemos o uso de animais vivos como cobaias em laboratórios de pesquisa biológica ou biomédica. Animais vêm sendo utilizados como cobaias em investigações e explorações sobre a natureza há muito tempo. Sabemos, por exemplo, que Aristóteles observou e dissecou cadáveres de animais e lemos algumas das conclusões por ele obtidas em sua História dos Animais ou em Partes dos Animais ou em seus textos sobre o Movimento dos Animais, a Progressão dos Animais e a Geração dos Animais. Sabemos também dessa prática, já no Renascimento, associada aos estudos de anatomia de Andréa Versalius ou  mesmo de Leonardo da Vinci, em um momento em que a valorização do experimento preparava a revolução científica do século 17. O passo decisivo, entretanto, para que a vivissecção assumisse a importância que hoje em dia lhe é atribuída no meio científico foi dado pelo fisiologista francês a Claude Bernard (1813–1878) em sua Introdução ao Estudo da Medicina Experimental, publicada em 1865. Claude Bernard é considerado o pai da moderna fisiologia experimental e o que fez para receber tal homenagem foi justamente tratar a vivissecção como parte indispensável do método experimental nas ciências biomédicas.
Baseada em uma visão positivista e pragmática, a ciência utiliza animais como cobaia de experimentos. Mas será que não é mesmo possível utilizar métodos alternativos que não sacrifiquem e maltratem seres vivos?
Questionamento
Entretanto, o quadro apresentado acima, muito lido simplesmente como mais um capítulo enfadonho da história da ciência (deveríamos dizer “histórias das ciências”), suscita questionamentos importantes quando examinado mais atentamente. Considere-se, por exemplo, que a filha e a esposa de Claude Bernard, após o abandonarem, fundaram a primeira sociedade antivivisseccionista francesa, em reação aos horrores que presenciavam em sua própria casa. Bernard mantinha um laboratório e um biotério nos porões de sua residência, de onde se podia ouvir, dia e noite, os gritos desesperados dos animais que eram ali diariamente torturados. É importante saber que se estima que em apenas 15% dos experimentos envolvendo animais vivos é utilizado algum tipo de anestesia nos dias de hoje (WERMUS, 1984). No tempo de Bernard, esse número era certamente menor. Era comum entre os vivisseccionistas da época – e ainda é hoje em dia – uma concepção mecanicista acerca da natureza que, no caso específico das ciências biomédicas, confundia mecanismo com organismo
Segundo essa concepção, os seres vivos são considerados máquinas que obedecem apenas a leis mecânicas e que são incapazes de sentir dor. Essa ideia deriva da distinção entre corpo e alma proposta por Descartes, mas não sem lhe fazer injustiça. A injustiça vem da confusão que aqui se opera entre distinção e separação. Corpo e alma são substâncias distintas, diz Descartes nas Meditações e em As paixões da alma, mas inseparáveis.
A analogia, adotada por Claude Bernard, entre o grito do animal que sofre e o ranger das engrenagens de uma máquina explica-se – mas não se justifica – pela consideração unilateral e parcial do composto corpo–alma cartesiano. Deriva da atenção que se detém nas características do corpo segundo o que nos apresenta Descartes, mas esquece a unidade indissociável entre o corpo e a alma. Se tivermos, portanto, que pensar uma medicina cartesiana, será necessário pensar uma medicina psicossomática e não puramente mecanicista como aquela implicada no modelo assumido por Bernard.
 “A concepção materialista acerca dos animais que os vê como meras máquinas bioquímicas, animais sem anima, incapazes de sofrer, inserese no contexto do desencantamento do mundo moderno”
 Reducionismo Bioquímico
O mecanicismo que impregna a concepção científica de natureza predominante na modernidade encontra no reducionismo bioquímico um aliado indissociável na formação do conceito de organismo que se disseminou nas ciências da vida e na medicina ocidental a partir do século 18. No contexto de tal quadro conceitual, é natural que se concebam procedimentos investigativos que operem o desmembramento do organismo em suas partes constituintes. Do estudo de tais partes segue-se o exame do todo por meio da consideração das relações que podem ser entre elas estabelecidas. Tais procedimentos analítico-sintéticos operam de acordo com as segunda e terceira regras cartesianas para a condução do espírito, a saber, a regra da decomposição (segundo a qual se deve dividir o objeto de estudo em quantas partes forem necessárias) e a regra da ordem (que preconiza a partir dos problemas mais simples para os mais complexos).
A concepção materialista acerca dos animais que os vê como meras máquinas bioquímicas, animais sem anima, incapazes de sofrer, insere-se no contexto do desencantamento do mundo moderno. Pensá-los assim torna menos problemático e incômodo, do ponto de vista ético, utilizá-los friamente como meros objetos de estudo. Ainda assim, o incômodo não é de todo eliminado, não sendo raro ouvir declarações de que a vivissecção é um mal necessário. Pensar em que medida a vivissecção é de fato necessária implica refletir sobre os elementos determinantes de um paradigma das ciências biológicas que inclui a vivissecção como técnica indispensável.
O mecanicismo reducionista mencionado certamente faz parte dessa história. Vejamos que outros elementos ainda poderíamos considerar. Uma coisa é crer na ciência como algo que dá a conhecer as coisas como são, resolve todos os reais problemas da humanidade e é suficiente para satisfazer todas as necessidades legítimas da inteligência humana; outra é crer que os métodos científicos devem ser estendidos, sem exceção, a todos os domínios da vida humana; e uma terceira é, dentro do contexto científico, crer em apenas uma forma particular de resolver problemas específicos. A primeira crença diz respeito à imersão na ideologia cientificista, a segunda na ideologia tecnicista e a terceira em um paradigma científico qualquer de caráter específico (no caso, aqui, considerado um paradigma que envolve a vivissecção).
 Unindo o útil ao desagradável
 A “necessidade” da vivissecção apresenta um viés positivista, na medida em que é concebida em termos pragmáticos. Revela, assim, um tom particular da cultura científica, por meio da exaltação das ideologias cientificista e tecnicista. Defender a vivissecção como técnica única (ou unicamente confiável) de investigação nas ciências biomédicas é partir do princípio positivista de que apenas os fatos concreta e diretamente observáveis são fonte segura de conhecimento. Tal concepção tira sua grande aceitação de seu maior objetivismo pragmático, o que possibilita maior controle e operacionalização do mundo e, se quisermos incluir o contexto capitalista, de obtenção de lucros.


Poderíamos perguntar: se a vivissecção é necessária, ela o é para quê? O aspecto relativo à sobrevivência da nossa espécie em sua luta contra as dificuldades impostas pelo ambiente nos vem imediatamente à mente. Tal preocupação direta com a sobrevivência não é, entretanto, nem o único nem o principal motivador da manifestação da necessidade da referida prática. Preocupar-se com a sobrevivência da espécie pura e simplesmente não implica, necessariamente, defender uma única forma de atingir esse objetivo. Certamente há, e a história e outras culturas insistem em nos mostrar, formas diversas de garantir a preservação de nossa espécie. A questão aqui é defender em massa uma técnica ou prática específica (vivissecção) como sendo a única seriamente capaz de dar conta do problema, o que parece não deixar dúvidas quanto a seu caráter ideológico e à afirmação de um paradigma. Tal paradigma é tido como fato consumado, e todo pensamento fica restrito a seus limites. Assim, por exemplo, quando alguém diz: “(…) se não fizermos em animais em quem iremos fazer?” “Não podemos fazer em seres humanos…” “Então vamos fazer isto em criancinhas?”
 Raciocínio
Não é vislumbrado o caráter eletivo da técnica, sendo o raciocínio construído apenas com os elementos fornecidos pelo paradigma. Ou seja, já se parte do princípio de que é necessário abrir e dissecar alguma coisa para que se chegue a um conhecimento confiável sobre a biologia do organismo desses animais. Isso não se discute; resta apenas decidir em quem realizar a exploração. Neste pensar-dentro-doslimites há uma ênfase e grande preocupação em dar continuidade e fazer progredir algo que já existe (o paradigma), que é fato consumado e acima de suspeitas (e, portanto não é alvo de críticas) e que se acredita só poder manter-se de uma única forma.
Examinemos alguns depoimentos colhidos de estudantes e pesquisadores praticantes da vivissecção (os depoimentos foram extraídos de livro de minha autoria, intitulado Vozes do Silêncio, publicação de minha dissertação de mestrado):
• “(…) se não fizermos isso, como vamos descobrir novos remédios e vacinas? Não vejo outra forma de testar métodos ou substâncias que poderão ser utilizadas em favor da humanidade.”
• “O uso destes animais é para o bem da ciência.”
• “Apesar do sacrifício destes animais, acho que há justificativa para o avanço da ciência.”
• “[a vivissecção] é necessária e já trouxe muitos avanços para a biologia, medicina etc.”
• “(…) desde que traga vantagens à ciência.”
• “Não sou a favor da (sic) matança por hobby! Sou apenas a favor do desenvolvimento da ciência.”
• “Em laboratórios científicos, os animais são sacrificados (mesmo com sofrimento, muitas vezes), mas em prol do avanço em pesquisas.”
• “ (…) [a vivissecção] é fundamental para o progresso da medicina.”

Nota-se que não foi dito que o uso dos animais serve à sobrevivência do homem, mas ao bem da ciência e da medicina, que devem ser, elas e não o homem, perpetuadas. Sendo assim, a vivissecção serviria, para além da óbvia obtenção de informação acerca dos organismos, para o progresso e manutenção de uma forma específica de conhecer tida, ideologicamente, como a mais eficiente ou exclusiva. Nesse tipo de depoimento, dificilmente é feita referência a métodos alternativos ou substitutivos de pesquisa. Não se concebe outro modo de estudar a fisiologia dos animais. O caráter monolítico, unidimensional, acrítico e alienado dos discursos aponta a vivissecção como prática inercial e tradicional, além de parte integrante, tida como indispensável, do paradigma moderno das ciências biológicas. Vista como mal necessário, a prática da vivissecção cega cientistas e educadores para a busca de métodos alternativos ou substitutivos. Com ela, ficam ciência e homem empobrecidos.
João Epifânio Regis Lima é doutor em filosofia e mestre em psicologia pela Universidade de São Paulo, é professor de filosofia da ciência e estética na Universidade Metodista de São Paulo.
FONTE: ANDA

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AVISO NA PORTA DA MINHA CASA




1. Seja bem-vindo.


2. Lembre-se de que os cachorros
vivem aqui. Você não.


3. Se você não quer pelos de
cachorros em suas roupas,
fique longe dos móveis.


4. Sim, os cachorros têm hábitos
desagradáveis. Eu também,
assim como você. E daí?!

5. C
laro que eles cheiram a cachorros.
Já percebeu como nós, humanos,
cheiramos ao final de um dia de trabalho?
Coloque-se no lugar de alguém que
tem um olfato 2.000 vezes mais
sensível que o seu e que mesmo assim
sempre o receberá com explosões de
carinho no retorno ao lar.


6. É da natureza deles tentar
cheirar você. Por favor, sinta-se à
vontade para cheirá-los também.


7. Se existisse algum risco dos
cachorros mordê-lo, eu não
os deixaria se aproximar de você.
Porém, não posso impedi-los de
responder a agressões,
as quais podem ocorrer até em
pensamento, seja para com eles,
seja para comigo
a quem devotam fidelidade.
Os cachorros percebem, tenha certeza.


8. Você já tentou beijar alguém
e recebeu em troca um empurrão?
Se um cachorro tentar lambê-lo
é porque aprova sua presença
e quer demonstrar
isso carinhosamente a você;
e lembre-se que cachorros
não mentem ou fingem.


9. Aqui cachorros recebem
devidos cuidados veterinários,
alimentação sadia e cuidados higiênicos.
São mais vacinados e desverminados
do que a maioria dos humanos.
Sua companhia é altamente
recomendada pelos médicos,
como fonte inesgotável de carinho,
estímulo e anti-stress. Lembre-se
que a maioria das doenças que
contraímos ao longo da vida
com certeza nos são
transmitidas por outros humanos.


10. Há diversas situações nas
quais cachorros são preferíveis a pessoas.
Afinal de contas, sempre podemos
confiar inteiramente em sua
fidelidade e sinceridade. Como disse
o Cat Stevens:
"I love my dog as much as I love you,
but your love may fail, his love
will always come true".

11. Para alguns eles são simples
cachorros. Para mim são seres
que andam de 4 e não falam tão
claramente mas se expressam muito bem.
Eu não tenho problema em nenhum
desses pontos. E você?


12. Volte sempre que quiser,
pois será bem-vindo. Até pelos cachorros.
Eles são mais sensíveis que nós,
bastando se aproximar para
distinguir com clareza verdadeiros
amigos de pessoas falsas.


Recebi este e-mail da Andrea Gianini e adorei. Não sei quem é o(a) autor(a), mas é tudo que eu queria dizer para algumas pessoas que me visitam.

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